Qual santo protege de todo mal?

Queridos irmãos e irmãs, a paz de Cristo esteja com todos vocês nesta manhã abençoada. Hoje, quero compartilhar com vocês uma reflexão um pouco mais pessoal, uma conversa de coração aberto, como fariam os bons amigos sentados numa pracinha, aqueles momentos raros e preciosos de troca sincera.

Estava eu outro dia na sacristia, preparando-me para uma missa de sábado à tarde, quando o bom amigo José, aquele que sempre ajuda na organização dos bancos – um verdadeiro anjo da guarda da nossa paróquia – veio até mim. José estava com aquela expressão, sabem? Aquela mistura de preocupação e fé. Aproximou-se e me perguntou: “Padre, qual é a melhor oração para derrubar o inimigo?”

Naquele instante, enquanto terminava de ajeitar a estola, passei por um turbilhão de pensamentos. Recordei-me de como, até então, não havia uma oração específica que eu recomendasse para esse tipo de situação. Lembrei-me também de uma vez, muitos anos atrás, quando, como jovem seminarista, tive uma noite particularmente difícil, sentindo-me cercado por problemas e aflições.

Contei ao José como, naquela noite, me refugiei em uma oração simples, uma que minha avó me ensinou quando eu era apenas um garoto: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso.” E sabe, aquela oração, tão humilde e singela, me trouxe uma paz inexplicável, algo como um abraço caloroso em meio ao frio da noite.

Com essa memória fresca na mente, disse ao José: “Meu caro, a melhor oração para derrubar o inimigo não é uma que clame por vingança ou destruição. Nossa maior força contra o mal é a humildade e a entrega nas mãos de Deus. Quando pedimos a Ele um coração semelhante ao de Cristo, pedimos também proteção, sabedoria e graça. E isso, meu amigo, derruba qualquer inimigo, externo ou interno.”

José, sempre atento e de coração aberto, acenou lentamente com a cabeça. Seus olhos brilharam com uma compreensão nova, como um sol surgindo depois de uma tempestade. E acreditem, vi naquele instante uma mudança na sua postura. Ele estava mais tranquilo, mais sereno.

A missa daquele dia teve um sabor diferente. Durante a homilia, falei brevemente sobre a conversa que tive com José, e pude ver muitos de vocês, meus amados paroquianos, assentindo, reconhecendo nas suas próprias vidas a eficácia de uma oração sincera e humilde.

E sabem, ao final da missa, dona Teresa, aquela senhora simpática que sempre fica na terceira fila, veio até mim. Com uma ternura que só os anos de fé podem esculpir, ela disse: “Padre, às vezes esquecemos que a humildade é uma arma poderosa, não é mesmo?” Sorri e senti uma alegria enorme em meu coração. Éramos todos, naquele momento, uma grande família de fé, aprendendo e crescendo juntos.

Portanto, meus caros, lembrem-se, diante de qualquer inimigo, seja ele concreto ou apenas uma sombra em nossas mentes, a oração mais poderosa é aquela que nos aproxima do Coração de Jesus. Que nossa fé seja sempre nossa fortaleza e nossa humildade, nossa espada mais afiada. Que assim seja. Amém.

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